Programa de “Slow As Fuck” Trail Running com a Mirna Valerio

 

Conhecemos a Mirna no ano passado, durante a prova Azores Trail Run – Grande Rota dos Baleeiros dos Açores. Sentimo-nos imediatamente atraídos pela sua aura. E pelo seu talento, inteligência, cultura e a sua capacidade de quebrar com os preconceitos e estereótipos. Actualmente, a Mirna é uma das mais importantes embaixadoras das actividades ao ar livre da América, inspirando as pessoas a sair de casa, a serem activas e a desfrutar e respeitar a Natureza e umas às outras. Ela defende que o desporto e as actividades ao ar livre não são apenas para os privilegiados com uma genética perfeita; que não precisas de ter um certo tipo de corpo para ser ativo. Ela apenas te motiva a sair de casa e ser activo. E as pessoas ouvem e ficam a sentir-se melhores com elas mesmas.

No ano passado, depois da corrida, o Luís levou a Mirna (e outros amigos americanos) para um passeio. Enquanto se conheciam e divertiam, a Mirna teve uma ideia maluca: “será que a Our Island me pode ajudar a organizar um Slow As Fuck Trail Running para a equipa Mirnavator para a edição do ATR 2019?” A resposta foi: claro que sim! Trabalhámos juntos na organização de um programa activo de uma semana, com a corrida ATR como objectivo final.

A equipa de mulheres da Mirna foi incrível. Todas elas estavam ansiosas para aprender mais, explorar novos sítios, caminhar e correr muitos km’s, desde o primeiro dia. No programa estava planeado correr em alguns trilhos para reconhecimento dos segmentos da corrida. O Luís partilhou a sua experiência nos trilhos e no terreno dos Açores. Ensinou técnicas úteis de progressão para permitir uma melhor segurança e gestão de energia durante a corrida. Ele também ajudou a dominar o uso de “postes”, exemplificando como deveriam ser usados em situações diferentes. Dentro e fora dos trilhos, Pedro e Luís compartilhavam a cultura e história portuguesa e açoriana. Estivemos juntos em piqueniques e jantares de grupo. E visitámos a ilha do Pico, nadámos no oceano e até fomos fazer observação de baleias com o nosso parceiro e amigo Pedro da Azores Experiences.

O grande dia chegou e foi uma festa: muitos atletas nos trilhos, a divertirem-se, a competir, a celebrar a vida, a natureza e o respeito mútuo. Naquele dia Luís trabalhou como o “varredor particular” da equipa Mirnavator, ajudando os mais lentos do mais lento a alcançarem o seu objetivo. No fim do dia, a equipa Mirnavator é bem sucedida, com 10 de 12 a chegar à linha de chegada. Todos estavam a sorrir, gratos e agradecidos por esta experiência. A equipa Mirnavator foi lenta, mas foi forte, saudável e preparada. Obrigado Mirna por nos fazeres perceber que qualquer um pode correr.

Obrigado Mirna por nos fazeres perceber que qualquer pessoa consegue correr! #themirnavator

 
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores
trailrunning people in the azores

Caminhar, Respirar e Meditar

Uma linda parceria com o Espaço Tulasi

A Sara do Espaço Tulasi – Yoga e Terapias Naturais desafiou-nos a voltar aos trilhos! 

A Natureza Cura. Assim nasceu “Caminhar, Respirar e Meditar”, numa altura em que as nossas prioridades são repensadas diariamente e somos convidados a observar o que existe dentro de nós e ao nosso redor, de forma mais consciente. Nós em comunhão com a Natureza, parte fundamental da nossa existência neste Planeta. Assim, vamos aproveitar algo que temos de maravilhoso cá na ilha, essa mesma Natureza, aqui tão perto. 

A Ourisland e o Espaço Tulasi convida-vos a virem nesta aventura de percorrer alguns trilhos do Faial, num momento de conexão com o nosso Corpo e Ser, enquanto Caminhamos, Respiramos e Meditamos… na Natureza.

meditação na natureza
flores nos trilhos

Será realizado habitualmente em cada Domingo de manhã, durante os meses de Verão. Se as previsões meteorológicas não forem favoráveis, mudaremos a actividade para outro dia. O trilho planeado também poderá ser alterado devido ao tempo. Caso haja necessidade de alterar o dia da actividade ou o percurso, informaremos os participantes na Sexta-feira anterior.

JULHO:

  • Trilho da Praia do Norte >>> 5 de Julho
  • Trilho do Cabeço Verde >>> 12 de Julho
  • Trilho Praia do Norte – Norte Pequeno >>> 19 de Julho
  • Trilho da Ribeirinha >>> 26 de Julho

AGOSTO:

  • Trilho das Levadas >>> 2 de Agosto
  • Trilho da Praia do Norte >>> 9 de Agosto
  • Trilho do Cabeço Verde >>> 16 de Agosto
  • Trilho Praia do Norte – Norte Pequeno >>> 23 de Agosto
  • Trilho da Ribeirinha >>> 30 de Agosto
 

Os trilhos serão adaptados para que a actividade tenha uma duração média de 3 horas (aproximadamente 2 horas de caminhada e 45 min a 1 hora de prática meditativa que inclui exercícios de respiração, relaxamento e meditação silenciosa ou guiada, dependendo do local).

  • Grupos de 5 pessoas (mínimo) a 12 pessoas (máximo);
  • 2 Guias e 1 Professora de Meditação;
  • Trilhos de grau de dificuldade fácil/médio;
  • O encontro será no início do trilho, às 9:00;
  • O distanciamento será respeitado durante a actividade;
  • Fornecemos um bastão por pessoa;
  • Material para a caminhada: sapatos ou botas de caminhada; impermeável; chapéu; protector solar; comida e snacks energéticos; 1,5L de água por pessoa; 
  • Material para a meditação: roupa confortável; tapete de yoga ou de campismo; lenço/casaco/manta leve para colocar durante o relaxamento;

          

trilho no faial
meditar na ilha do faial

Barcos de madeira de Santo Amaro

making of a boat

Situada na costa norte da ilha do Pico e virada para a ilha de São Jorge, podemos encontrar a vila de Santo Amaro, a terra dos barcos. Esta freguesia, que não possuía uma baía, nem um porto naturalmente protegido, nem uma boa rampa para os barcos maiores que ali eram construídos, foi durante muitos anos um lugar onde se concentrou o conhecimento, o empreendedorismo e as mãos necessárias para a construção naval em madeira. Santo Amaro é a grande referência no que diz respeito ao artesanato de navios no Arquipélago dos Açores.

Porém, a mão de obra, os homens que durante anos cortaram as árvores e fizeram os barcos, não eram todos de Santo Amaro. Muitos vinham de outros locais da ilha do Pico e da ilha vizinha de São Jorge, como é o caso do mestre João Alberto das Neves, que veio desde muito cedo trabalhar para Santo Amaro nos estaleiros do mestre José Costa.

Hoje, Santo Amaro não é a terra da construção naval de outros tempos. A construção de barcos de madeira foi adiada pelo uso de barcos de fibra de vidro e produção em série, saindo mais barato e mais rápido. A produção local de embarcações foi reduzida a pequenos barcos de pesca ou a manutenção de barcos baleeiros.

Tudo o que o mestre João Alberto aprendeu foi em Santo Amaro, com outros mestres mais velhos do que ele, e faz questão de nos ensinar esse conhecimento empírico acumulado, sempre citando os seus mestres. Conta-nos que aprendeu “isto” com o mestre Januário de São Roque, “aquilo” com o mestre Gambão das Velas e “mais isto” com o mestre Rachinha da Calheta.

Hoje, ele é o último mestre dono de um estaleiro que viveu o apogeu da construção naval em Santo Amaro. Na época da construção da famosa “Frota Azul”, o capitão construía de raiz nove atuneiros, com cerca de 30 metros de comprimento cada (98 pés), como o “Falcão do mar”, a “Pérola de Santa Cruz”, “Balaia“ e a “Flor do Pico”. Mas ele não os construiu sozinho e, mais uma vez, faz questão de lembrar todos os homens que trabalharam com ele nas diferentes especialidades.

Hoje, o mestre está a construir uma peça extraordinária: um atuneiro na escala 1:10. É uma réplica da “Balaia”, como se fosse um verdadeiro navio. Assim, ele consegue explicar como foram construídos os barcos em Santo Amaro, desde as técnicas aplicadas até às melhorias introduzidas ao longo do tempo.

Os quatro atuneiros mencionados acima e construídos no estaleiro do mestre João Alberto, continuam a navegar e a pescar nestes mares.

Luís Bicudo, Our island Guide

tools in wood
wooden boat maket
a men wooden boat maket
wooden boat maket

Canyoning no Faial

A Our island teve uma parceria com a Tobogã Azores, uma empresa sediada no Faial que oferece experiências de Canyoning na ilha do Faial. Gostámos de proporcionar aos nossos clientes experiências de aventura, asseguradas por Guias experientes da equipa da Tobogã Azores, que sempre nos fazem sentir confortáveis e seguros.

O Bruno, o dono da empresa, é um guia local com quem costumamos trabalhar frequentemente. Ele é um grande profissional que zela pela segurança e bem estar dos seus clientes. Além do seu profissionalismo, o Bruno é uma pessoa bastante divertida e com muita vontade de oferecer experiências inesquecíveis.

Fazer Canyoning traz-nos uma forma única de explorar a floresta dos Açores. Durante a actividade podemos observar diferentes espécies endémicas como o Cedro do Mato (Juniperus Brevifolia), Pau Branco (Picconia Azorica), Uva da serra ( Vaccinium Cylindraceum) e Azevinho (Ilex Perado). Para além disso, as cascatas por onde passamos durante a atividade são em grande parte locais acessíveis apenas através deste desporto de aventura.

Fazer Canyoning nos Açores é desfrutar do verdadeiro contacto com a natureza das ilhas.

#ourislandway
your shoes in our steps