Subida ao Pico

A subida à montanha do Pico é uma atividade muito especial e é efectuada de dia. Não são necessárias técnicas específicas de montanhismo para subir a montanha do Pico. No entanto é considerada uma caminhada de grau difícil devido à sua inclinação, tornando a subida e a descida difíceis. E é por isso que só aconselhamos esta actividade a pessoas activas. Indicado para pessoas que costumam fazer caminhadas em terrenos naturais ou que praticam desporto em geral. O clima é também desafiador, visto que pode mudar muito rapidamente. É importante estar bem equipado e preparado para a chuva, o frio, o vento e o calor. A subida à montanha do Pico é uma atividade muito difícil para pessoas sedentárias. E é aconselhado ser feita com Guias certificados da Montanha.

A montanha do Pico é um estratovulcão com características peculiares. A maioria das escoadas de lava que cobrem o cone têm menos de 5 000 anos de idade. Assim, pode-se observar um número significativo de lavas pahoehoe muito bem preservadas e outras características vulcânicas. A flora da montanha também é única no Pico. Calluna Vulgaris e Daboecia Azorica cobrem a maior parte da montanha acima dos 1 500 metros. E a Silene Uniflora Cratericola só existe na cratera da montanha do Pico.

Lagoa do Capitão

A caminhada começa na Lagoa do Capitão, com a montanha do Pico ao fundo. Uma falha geológica fez com que o solo ficasse impermeável e formasse a lagoa. Caminhamos ao longo do planalto central do Pico e temos a oportunidade de apreciar a vista da montanha e interpretar variadas características vulcânicas. Depois de atravessarmos uma zona de pastos, seguimos para um dos segmentos mais interessantes, quando passamos por uma mancha de floresta nativa bem preservada. Lá pode-se aprender e ver algumas das espécies endémicas mais emblemáticas dos Açores. O trilho da Lagoa do Capitão acaba na Vila de São Roque e, se as condições atmosféricas o permitirem, podemos refrescar-nos nadando no oceano.

Trilho do Lajido

O trilho do Lajido é um trilho histórico no Pico. Podemos aprender sobre a história através da paisagem das vinhas do Pico. E assim, começarmos a entender este património mundial da UNESCO. Trata-se de uma cultura do vinho que começou no século XVI e que passou pelo seu apogeu e declínio, ambos no século XIX. A paisagem vulcânica do tipo havaiano é muito recente e cobre a maior parte da zona ocidental da ilha. A paisagem natural foi trabalhada pelos nossos antepassados, que organizaram o território para a produção de uvas e vinho. Durante a caminhada, podemos ver e entender a formação destas ecoadas de lava, bem como a erosão feita pelo oceano. O trilho do Lajido é um passeio relativamente fácil e com interesse cultural elevado.

10 Vulcões

O trilho dos 10 Vulcões é uma atividade de dia inteiro e é a caminhada mais completa na ilha do Faial. Este trilho junta 3 segmentos de outros trilhos. A caminhada inclui os dois pontos de interesse mais famosos da ilha, começando na Caldeira do Faial e terminando no Vulcão dos Capelinhos. Começamos em altitude, no perímetro da Caldeira, e terminamos ao nível do mar, dentro da paisagem marcada pela erupção mais recente, que aconteceu entre 1957-58. Iremos aprender sobre a floresta nativa dos Açores e as suas espécies endémicas, uma vez que se atravessa vários tipos de paisagem distinta. A interpretação geológica também marca a experiência, já que o trilho nos leva para oeste, ao longo do sistema vulcânico mais jovem do Faial, percorrendo mais de 10 Vulcões.

Descida à Caldeira

A Caldeira do Faial é uma reserva natural muito especial desde 1972 (categoria I – IUCN). É uma cratera de colapso vulcânico com características únicas. A descida à Caldeira do Faial é uma experiência excepcional. Por isso o Parque Natural do Faial controla o seu acesso, emitindo as autorizações necessárias. O número máximo permitido de descidas por dia é de 3 grupos e só é permitido ir com Guia certificado. O interior da Caldeira do Faial representa uma das manchas mais intactas de floresta nativa dos Açores. É um dos poucos sítios visitáveis, onde ainda se pode sentir, e imaginar como eram os Açores antes da presença humana. O trilho é de dificuldade difícil porque é muito estreito e íngreme. Em algumas zonas é preciso utilizar as mãos para progredir. É frequente encontrar lama e uma área alagada no fundo, uma vez que a Caldeira é considerada um habitat húmido.

Trilho das Levadas

O trilho das Levadas segue um antigo canal de água construído na década de 1960. O canal juntou todas as nascentes e linhas de água ao longo do caminho conduzindo a água para um reservatório. Um tubo subterrâneo faz a água cair até ao nível do mar. Assim, era usada toda a força de gravidade possível para produzir energia elétrica através de turbinas. Hoje, o sistema funciona apenas de vez em quando e não é muito eficiente. O sismo de 1998 deixou inutilizável a maior parte da levada. Ao longo do trilho das Levadas é possível ver e aprender sobre algumas espécies de flora nativa e endémica. Bem como florestas de Cryptomeria Japonica (Cedro Japonês) e também pastos para as vacas. Começando nos Cedros, o trilho segue o canal da água e termina na freguesia do Capelo.

Volta à Caldeira

A Caldeira do Faial é uma depressão vulcânica formada por uma cratera de colapso. A alta altitude permite uma interpretação geológica da maioria das características do Faial. E o interior da Caldeira é um dos locais mais importantes de preservação da natureza dos Açores. Este trilho permite também aprender sobre a flora nativa. Algumas espécies adaptaram-se para viver nesta borda exposta ao vento. O perímetro da Caldeira do Faial é o trilho mais alto da ilha. Por isso fica muito exposto às condições meteorológicas. Os nossos guias não aconselham que seja feito num dia de chuva ou vento. No entanto, em dias de bom tempo vê-se a ilha praticamente toda e também as ilhas vizinhas.