O que torna o Triângulo especial é a proximidade entre as ilhas, que estão à distância de um olhar.

No grupo central do arquipélago dos Açores ficam as três ilhas do Triângulo: Faial, Pico, e São Jorge. No Faial, em 1957, surgiu o vulcão mais recente dos Açores, o Vulcão dos Capelinhos. No Pico situa-se a montanha mais imponente de Portugal, a marcar indelevelmente a sua paisagem. Em São Jorge estão as mais de 80 fajãs que delineiam a sua costa. Vale a pena cruzar o mar que as separa para descobrir o que as distingue.

A adaptação do homem a estas ilhas deu origem a uma história carregada de aventura, engenho e coragem. O isolamento entre elas e as condições naturais de cada uma fizeram com que em cada local se desenvolvesse uma cultura muito própria. No Faial, a marina da Horta tornou-se uma referência para os navegadores que atravessam o Atlântico, devido à sua baía natural ser a mais abrigada dos Açores. No Pico, os monges, entre os primeiros a povoar a ilha, encontraram na paisagem árida de rocha basáltica uma oportunidade para cultivar a vinha, que hoje nos dá o famoso verdelho do Pico. Em São Jorge, devido à elevada altitude da ilha, as emblemáticas fajãs tornaram-se num refúgio para fugir às tempestades do inverno, altura em que as famílias se mudavam para lá, devido ao clima mais ameno permitir o cultivo das terras e o abrigo dos animais.

Hoje, as comunicações marítimas, as estradas novas e as ligações aéreas permitem-nos chegar às ilhas do Triângulo com facilidade para explorar a sua riqueza cultural e natural.

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